domingo, 3 de março de 2013


MANDALA QUEIMADA

Olho para as setas,
Setas para todos os sentidos apontadas
Mandala ideal igual dia claro,
Em todas as setas nenhum sentido.

Tenho ouvido histórias
Algumas olvidadas pelo vento
Outras inesquecíveis contos pó de ouro
Sobre as estantes nuvens e ruínas do tempo.

É tarde agora, meu amor,
E te recordar é como apertar um baseado,
E a lembrança de você me traz um incômodo,
Um não querer estar aqui
Viagem
Te lembrar é tão bom.

Bebemos até a última gota,
Sabiamos que seria rápido,
E foi corte profundo,
E está tão difícil blues sarar agora.

Então faço da mente latifúndio,
Loteio pensares,
Dou de graça versos inacabados,
Vago cego labirintos de luz,
E quando é tarde assim, lembro,
É hora de você surtar o nada.

Será só mais uma vez,
Vai, das setas esquecidas,
Uma pedra após a outra,
Outra pedra nua em desate virá. 

2 de janeiro de 2012 - "Colar de Palavras"

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