UMA MULHER
Para sagrá-la rainha dos meus dias.
UMA MULHER
Para me chamar de meu homem enquanto houver.
UMA MULHER
Para ser única.
26.06.2017
UMA MULHER
Para ser louvada.
UMA MULHER
Para ser cúmplice.
UMA MULHER
Para se conhecer o sentido da intimidade.
UMA MULHER
Para se seguir.
terça-feira, 27 de junho de 2017
domingo, 18 de junho de 2017
segunda-feira, 12 de junho de 2017
NAMORADA
E depois de passar horas a contemplar,
Por um momento me sento à mesa
E de sopetão escrevo o que acabo de escrever.
E já sabendo,
Há em mim um contínuo descontentamento,
Um saber que não se sabe e não se resolve,
Que é querer escrever o que penso não saber escrever.
Na verdade eu não sei mesmo, só isso.
E no entanto tão fácil seria resolvê-lo,
Tanta palavra por aí deserdada, sem dono, sem casa;
Poderia pudesse eu adotar umas mil,
Com elas fazer o que quero escrever,
Mas não sei como escrever a inspira,
Não sei como se me fingir de poeta,
Cavar agasalho na língua entre a verdade e a mentira.
Achar a palavra de certa poesia na hora certa
Seta na mosca dar água ao camelo na hora precisa
Desenhar nem que seja de um jeito torto uma linha reta.
E de enfeita letras de ouro e brilhantes com dizer escrito:
-Estrelas: para que tê-las se delas todas não tenho a luz eleita?
11.06.2017
domingo, 11 de junho de 2017
NAMORADA
E depois de passar horas a contemplar,
Por um momento me sento à mesa
E de sopetão escrevo o que acabo de escrever.
E já sabendo,
Há em mim um contínuo descontentamento,
Um saber que não se sabe e não se resolve,
Que é querer escrever o que penso não saber escrever.
Na verdade eu não sei mesmo, só isso.
E no entanto tão fácil seria resolvê-lo,
Tanta palavra por aí deserdada, sem dono, sem casa;
Poderia pudesse eu adotar umas mil,
Com elas fazer o que quero escrever,
Mas não sei como escrever a inspira,
Não sei como me me fingir de poeta,
Cavar agasalho na língua entre a verdade e a mentira.
Achar a palavra certa na hora certa
Dar água ao camelo na hora precisa
Desenhar nem que seja de um jeito torto uma linha reta.
E de enfeita letras de ouro e brilhantes no dizer escrito:
-Estrelas: para que tê-las se entre todas não tenho a eleita?
11.06.2017
E depois de passar horas a contemplar,
Por um momento me sento à mesa
E de sopetão escrevo o que acabo de escrever.
E já sabendo,
Há em mim um contínuo descontentamento,
Um saber que não se sabe e não se resolve,
Que é querer escrever o que penso não saber escrever.
Na verdade eu não sei mesmo, só isso.
E no entanto tão fácil seria resolvê-lo,
Tanta palavra por aí deserdada, sem dono, sem casa;
Poderia pudesse eu adotar umas mil,
Com elas fazer o que quero escrever,
Mas não sei como escrever a inspira,
Não sei como me me fingir de poeta,
Cavar agasalho na língua entre a verdade e a mentira.
Achar a palavra certa na hora certa
Dar água ao camelo na hora precisa
Desenhar nem que seja de um jeito torto uma linha reta.
E de enfeita letras de ouro e brilhantes no dizer escrito:
-Estrelas: para que tê-las se entre todas não tenho a eleita?
11.06.2017
NAMORO
E passaremos a noite iluminados nós
Dois sozinhos à luz hipnótica da tela acesa
Cada um sonhando do outro o presente
Plantada nos jardins da ausência uma certeza:
A solidão compartilhada à larga apertando nós
Invisíveis frutos de aborto ao abandono na vida real
Todos, plantas e plantados, uns dos outros, distantes e sós.
11.06.2017
E passaremos a noite iluminados nós
Dois sozinhos à luz hipnótica da tela acesa
Cada um sonhando do outro o presente
Plantada nos jardins da ausência uma certeza:
A solidão compartilhada à larga apertando nós
Invisíveis frutos de aborto ao abandono na vida real
Todos, plantas e plantados, uns dos outros, distantes e sós.
11.06.2017
sexta-feira, 9 de junho de 2017
POETA
Tantas palavras à minha disposição,
Quiça pra mais de quatrocentas mil,
E eu quero dizer alguma coisa com elas
Mas não sei como fazê-lo.
Fosse poeta as pegaria e feito selo no papel as pregaria
E faria delas exame de lupa à luz do dia
Quem são, de onde vieram, para onde vão.
E sobre a folha eu veria clara
A imagem estampada de palavras,
Novelo de linha embaralhada de alegria e alguma certa tristeza.
Mas não tenho habilidade nem graça,
E além do mais há que dizer,
Não sou tão tolo que me auto proclame "poeta",
Afinal o ofício da palavra escrita é a exaltação do profano,
Máxima consagração de asceta ao que é sagrado.
E eu só tenho em minhas palavras o insano,
Sobre minha cabeça que insiste em pensar que pensa
Céu coberto por um incêndio de nuvens acesas,
Sobre o chão estendidas palavras escalavradas
Morada de silêncios, punhais infames belezas.
E outras mais eu não escreverei
Que não sei como se fosse poeta fazê-lo,
E basta uma palavra,
Por ela,
Língua,
Zelo.
09.06.2017
Tantas palavras à minha disposição,
Quiça pra mais de quatrocentas mil,
E eu quero dizer alguma coisa com elas
Mas não sei como fazê-lo.
Fosse poeta as pegaria e feito selo no papel as pregaria
E faria delas exame de lupa à luz do dia
Quem são, de onde vieram, para onde vão.
E sobre a folha eu veria clara
A imagem estampada de palavras,
Novelo de linha embaralhada de alegria e alguma certa tristeza.
Mas não tenho habilidade nem graça,
E além do mais há que dizer,
Não sou tão tolo que me auto proclame "poeta",
Afinal o ofício da palavra escrita é a exaltação do profano,
Máxima consagração de asceta ao que é sagrado.
E eu só tenho em minhas palavras o insano,
Sobre minha cabeça que insiste em pensar que pensa
Céu coberto por um incêndio de nuvens acesas,
Sobre o chão estendidas palavras escalavradas
Morada de silêncios, punhais infames belezas.
E outras mais eu não escreverei
Que não sei como se fosse poeta fazê-lo,
E basta uma palavra,
Por ela,
Língua,
Zelo.
Assinar:
Postagens (Atom)