segunda-feira, 29 de abril de 2013
HIATO
É mais que um vácuo.
É uma extensão que foi preenchida
E agora está vazia;
Uma região em que havia terra
E tiraram-na.
É um vazio de prateleiras em queda
Escadas que se desmancham em degraus de nuvens
Combinadas as duas com incertezas de arder a espinha.
É mais que uma nota de cinquenta,
Que se multiplicada por vinte
E apresentado o valor em nome do amor,
Acaso seria vinte vezes maior o ardor?
Há tantos hiatos que não entendo,
Tantos inúteis vazios e em vão,
Todos tão grandes vãos,
Abismos.
E eu sempre querendo mais.
29.04.2-13**
quarta-feira, 24 de abril de 2013
FÓSFORO
No escuro acendo um palito de fósforo,
Em chamas se espoca e incendeia a pólvora;
Preso ao último lume de luz
Por um triz de segundo quase desvendo o segredo do Universo.
16.04.2013
sexta-feira, 19 de abril de 2013
sábado, 13 de abril de 2013
BRUMAS
Hoje a minha carne amanheceu triste.
Coberta de brumas amanheceu a minha carne
E nem ao menos pude me ver ao espelho.
Ma a a minha carne não está triste de não ter sol,
Minha carne nem se importa se há espelho ou não.
Minha carne amanheceu triste porque teu calor é ausência
E teu corpo está onde mora minha alegria.e verão.
13.04.2013
Hoje a minha carne amanheceu triste.
Coberta de brumas amanheceu a minha carne
E nem ao menos pude me ver ao espelho.
Ma a a minha carne não está triste de não ter sol,
Minha carne nem se importa se há espelho ou não.
Minha carne amanheceu triste porque teu calor é ausência
E teu corpo está onde mora minha alegria.e verão.
13.04.2013
sexta-feira, 12 de abril de 2013
PRESENÇA
São os dias que passam por nós, amada.
Os dias que bebemos juntos e juntos passamos junto ao outro,
E o dia em que fomos bebidos
Um ao outro mais que em outros dias
Mais felizes que em outros dias fomos naquele dia.
Até ao dia de hoje
Aquele dia se desdobra
Em outros muitos outros dias,
Assim,
Até o dia de hoje
Os dias se desdobram em muitos inumeráveis
Tapetes da minha solidão na tua distante presença
No meu quarto e na terra dos horizontes que fogem ao olhar.
São tantos os dias e tão poucos os vividos com você;
Sim,
São os dias, amada, relâmpagos
Os dias que passam você em mim.
Onde quer que eu vá.
12.04.2013**
domingo, 7 de abril de 2013
LENÇÓIS
Depois que deixaste minha carne e minha cama,
Ainda por muito tempo não me banhei nem troquei os lençóis;
Passou semana e quando me deito
Minha carne dói e se contorce em leito de rio seco:
É quando me estico inteiro e do teu cheiro bebo;
E bêbado de saudade durmo você comigo no vazio.
07.04.2013
Depois que deixaste minha carne e minha cama,
Ainda por muito tempo não me banhei nem troquei os lençóis;
Passou semana e quando me deito
Minha carne dói e se contorce em leito de rio seco:
É quando me estico inteiro e do teu cheiro bebo;
E bêbado de saudade durmo você comigo no vazio.
07.04.2013
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