BREVE, FOLHETIM
Blog, Facebook e
Breve, a incrível história da Capitã do Mato Cama,
experiente ninfa de quatro costados, que num cer-
to dia, quem sabe insatisfeita ao cabo de, se aborreceu
com os versos de pé quebrado de um poeta, com isso
ordenando-lhe uma punição, ordem que foi dada aos
seus quatros filhos capangas, -um deles vindo da França
para o corretivo-, para que surrassem-no, mas não o matassem, pois que ela ainda jogaria sobre ele um
processo, para dar uma lição "naquele animal fujão".
Todos os detalhes, desde muito antes do verão. Todos
verão: os teus e todos.
Neste folhetim, folha por folha, conforme dossiê declarado.
31.08.2013
Dossiê:CM
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
UTOPIA
Compaixão
Quem sois vós,
Ó Senhora e Senhores do amor?
Onde estais vós?
Em meu coração?
Esse grão de areia que respira
E sente dos desertos espalhados pela terra
E céus todas as extensões possíveis?
Em minha alma,
Esta confusão de teares
Incansáveis a fiar em mim tramas
Desvios entre linhas
Em desalinho noite e dia?
Rio.
Chorar pra quê?
Sabe, garota,
Desse enredo sombrio
Queria ver o impossível luz
Desafiar as leis do ódio e do orgulho
Olhar-te outra vez
Face a face nus
E te amar.
29.08.2013
Compaixão
Quem sois vós,
Ó Senhora e Senhores do amor?
Onde estais vós?
Em meu coração?
Esse grão de areia que respira
E sente dos desertos espalhados pela terra
E céus todas as extensões possíveis?
Em minha alma,
Esta confusão de teares
Incansáveis a fiar em mim tramas
Desvios entre linhas
Em desalinho noite e dia?
Rio.
Chorar pra quê?
Sabe, garota,
Desse enredo sombrio
Queria ver o impossível luz
Desafiar as leis do ódio e do orgulho
Olhar-te outra vez
Face a face nus
E te amar.
29.08.2013
SALVAÇÃO
Se é amor,
Não pode ser transformado em ódio.
Se for transformado em ódio,
Não é amor.
O amor é uma coisa,
O ódio,
Outra.
Se for amor
Jamais se tornará em ódio.
Se outra coisa,
O ódio é possível.
A matéria de que é feita o amor
É incorruptível.
Logo,
O amor pode suplantar qualquer cisão,
De qualquer espécie que ela seja.
Mas aí terá que ser o amor.
Se for outra coisa
O amor também pode suplantar.
Onde então o amor está que não estou lá?
Ele está fora de onde estou
Ou onde estou ele não pode estar?
29 de agosto de 2013
Na esperança de ver a primavera chegar
Sou um boi chorando vendo outro boi indo para o matadouro.
Se é amor,
Não pode ser transformado em ódio.
Se for transformado em ódio,
Não é amor.
O amor é uma coisa,
O ódio,
Outra.
Se for amor
Jamais se tornará em ódio.
Se outra coisa,
O ódio é possível.
A matéria de que é feita o amor
É incorruptível.
Logo,
O amor pode suplantar qualquer cisão,
De qualquer espécie que ela seja.
Mas aí terá que ser o amor.
Se for outra coisa
O amor também pode suplantar.
Onde então o amor está que não estou lá?
Ele está fora de onde estou
Ou onde estou ele não pode estar?
29 de agosto de 2013
Na esperança de ver a primavera chegar
Sou um boi chorando vendo outro boi indo para o matadouro.
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
A AGÊNCIA DE VIAGENS,
A CAPITÃ DO MATO,
E A AMEAÇA
De como as notícias correm.
De como uma Capitã do Mato,viajada, dona de uma agência de viagens pedagógicas,
manda o amante e os 4 filhos capangas para surrar um poeta que a desagradou
em alguns versos que versavam sobre certas verdades.
Dossiê CLCMB, a ser publicado na rede tão logo seja dado
o start.
No aguardo.
A CAPITÃ DO MATO,
E A AMEAÇA
De como as notícias correm.
De como uma Capitã do Mato,viajada, dona de uma agência de viagens pedagógicas,
manda o amante e os 4 filhos capangas para surrar um poeta que a desagradou
em alguns versos que versavam sobre certas verdades.
Dossiê CLCMB, a ser publicado na rede tão logo seja dado
o start.
No aguardo.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
JUÍZO
Termo Antecipado de Defesa
Carta de amor
Ao Meritíssimo Senhor Juiz
Da comarca de Kafka.
Senhor Juiz,
Em versos,
Repleto de dúvidas,
Algumas dádivas
E outras tantas dívidas
O coração algo na disritmia
A cabo do que ocorreu ensaio,
Foram ditas palavras doces
Amargas as posições
E fosse quem acusa antes pesaria:
Não é correto afrontar
E de pessoas fazer uso indiscriminado,
Ao bel prazer manipular
Tirar gozo do alheio e tripudiar
E ainda por cima
...
Termo Antecipado de Defesa
Carta de amor
Ao Meritíssimo Senhor Juiz
Da comarca de Kafka.
Senhor Juiz,
Em versos,
Repleto de dúvidas,
Algumas dádivas
E outras tantas dívidas
O coração algo na disritmia
A cabo do que ocorreu ensaio,
Foram ditas palavras doces
Amargas as posições
E fosse quem acusa antes pesaria:
Não é correto afrontar
E de pessoas fazer uso indiscriminado,
Ao bel prazer manipular
Tirar gozo do alheio e tripudiar
E ainda por cima
...
ORDEM DE CAPITÃ DO MATO
MANDAR BATER
Olho por olho, dente por dente.
Está escrito: Não deverá ficar impune quem manda os filhos-capangas, amante (entre muitos outros espalhados por aí) e amigos, para ordenar, igual Capitã do Mato, a surra em alguém sem razão perfeitamente verificadas. E que dirá processar. Processo.
P.S.: Este texto faz parte do "Dossiê Capitã do Mato CLCMB", pronto para ser publicado em rede
tão logo seja dado o start. Dia 28 de AGOSTO DE 2013
MANDAR BATER
Olho por olho, dente por dente.
Está escrito: Não deverá ficar impune quem manda os filhos-capangas, amante (entre muitos outros espalhados por aí) e amigos, para ordenar, igual Capitã do Mato, a surra em alguém sem razão perfeitamente verificadas. E que dirá processar. Processo.
P.S.: Este texto faz parte do "Dossiê Capitã do Mato CLCMB", pronto para ser publicado em rede
tão logo seja dado o start. Dia 28 de AGOSTO DE 2013
++SEGREDOS DA PIOR AMANTE COM CAMA
1-Queria e gostava de ser possuída por trás; mas se se pedisse para ela
olhar para trás, ela ficava irritada e dizia que isso não, isso ela não fazia,
olhar para o amante quando estava em coito com ele de costas. E dizia,
irritada, se pedir de novo eu tiro você de mim.
2-Durante a transa o tempo todo ela falava, parecia alguém irradiando
uma partida de futebol. Conforme a trepada corria, ela anunciava os
próximos lances do coito. Ah, e tinha a estranha mania de dizer que
ouvia e falava com deus quando trepava.
3-Depravada, mas fazia questão de espalhar um verniz sobre a devas-
sidão, citando Osho e fazendo crítica (criticava tudo) ao modo de falar;
por exemplo: Falar "chupa", "boquete", não era de bom tom, tinha que
usar "beija". "Tá bem, então beija". E fazia um discurso.
4- Depois de treparmos, ao comermos alguma coisa, ela sugava os
restos de alimentos entre os dentes. Em qualquer refeição.Bastante
aflitivo.
Roncava como uma porca com seu peso e 10kg a mais, mas roncar
é involuntário, então.
5-Tinha uma cicatriz na barriga que poderia ser vista a 10 metros de
distância, mas fazia questão de uma mão ocupada para escondê-la
como se fosse uma culpa muito grande ou uma chaga viva.
6-Os próprios filhos lhe diziam que se ela oficiasse a profissão de
puta, melhor seria, que além de gozar, muito dinheiro ganharia.
Ao que ela dizia: "coisa nenhuma, amar é dar de graça".
7-Fixava de forma avessa o amor e atração sexual pelas crias,
e no embate que tinha da relação com eles -todos homens-,
projetava suas frustrações sobre o amante, a todo instante
chamando-lhe a atenção para como comportar-se, tanto na
cama quanto na rua.
8-No café esperando de costas.
9-Não queria ser tratada por amorzinho. Por vagabunda, sim.
10-Sempre apontava algum lugar na cidade onde já havia dado.
Era só passarmos na Augusta com a Roosevelt e lá vinha ela,
"tá vendo aquele hotelzinho ali?, pois é, um macho me trazia
aí quando eu tinha 14 anos (hoje ela tem 52), cabulava aula
direto e passava o dia aí.
Se estava com ela, evitava passar pela Raposo: muito motel.
Se bem que tem outra, devido a umas lembranças desgosto-
sas que ela tinha, não gostava de espelhos.
11-
1-Queria e gostava de ser possuída por trás; mas se se pedisse para ela
olhar para trás, ela ficava irritada e dizia que isso não, isso ela não fazia,
olhar para o amante quando estava em coito com ele de costas. E dizia,
irritada, se pedir de novo eu tiro você de mim.
2-Durante a transa o tempo todo ela falava, parecia alguém irradiando
uma partida de futebol. Conforme a trepada corria, ela anunciava os
próximos lances do coito. Ah, e tinha a estranha mania de dizer que
ouvia e falava com deus quando trepava.
3-Depravada, mas fazia questão de espalhar um verniz sobre a devas-
sidão, citando Osho e fazendo crítica (criticava tudo) ao modo de falar;
por exemplo: Falar "chupa", "boquete", não era de bom tom, tinha que
usar "beija". "Tá bem, então beija". E fazia um discurso.
4- Depois de treparmos, ao comermos alguma coisa, ela sugava os
restos de alimentos entre os dentes. Em qualquer refeição.Bastante
aflitivo.
Roncava como uma porca com seu peso e 10kg a mais, mas roncar
é involuntário, então.
5-Tinha uma cicatriz na barriga que poderia ser vista a 10 metros de
distância, mas fazia questão de uma mão ocupada para escondê-la
como se fosse uma culpa muito grande ou uma chaga viva.
6-Os próprios filhos lhe diziam que se ela oficiasse a profissão de
puta, melhor seria, que além de gozar, muito dinheiro ganharia.
Ao que ela dizia: "coisa nenhuma, amar é dar de graça".
7-Fixava de forma avessa o amor e atração sexual pelas crias,
e no embate que tinha da relação com eles -todos homens-,
projetava suas frustrações sobre o amante, a todo instante
chamando-lhe a atenção para como comportar-se, tanto na
cama quanto na rua.
8-No café esperando de costas.
9-Não queria ser tratada por amorzinho. Por vagabunda, sim.
10-Sempre apontava algum lugar na cidade onde já havia dado.
Era só passarmos na Augusta com a Roosevelt e lá vinha ela,
"tá vendo aquele hotelzinho ali?, pois é, um macho me trazia
aí quando eu tinha 14 anos (hoje ela tem 52), cabulava aula
direto e passava o dia aí.
Se estava com ela, evitava passar pela Raposo: muito motel.
Se bem que tem outra, devido a umas lembranças desgosto-
sas que ela tinha, não gostava de espelhos.
11-
domingo, 25 de agosto de 2013
É SÓ O COMEÇO
Uma ideia. Esquema.
Um conto ou novela. A trama é urdida em camadas, igual num tear, em que
as cores de uma linha interagem com as outras, criando novas formas e cores
no tecido placentário da vida.
É uma trama, uma parte se passará nos Lençóis Maranhenses, onde a guia
pedagógica (dona da agência é mais autêntico) de um roteiro cultural seduz
um dos adolescentes, (ou por cada lugar que passa deixa rastros da sua
voracidade sexual), os desdobramentos
da relação entre a responsável e os outros alunos da excursão As consequências
mais imediatas do ocorrido e a tentativa da guia cultural imputar a culpa do
incidente ao menor. (Em casos outros a interferência no cotidiano de famílias
estabelecidas em pontos de turismo pedagógico)
As revelações vão se dando ao final de cada capítulo, e cada capítulo tem paralelo
com um determinado ponto de encontro do roteiro de saber e vivência cultural.
Entremeio aos capítulos é sempre descrita uma parte da vida oculta da guia/
dona da agência de viagens.
De como um dos personagens -pescador ou líder de comunidade quilombola-,
vem a ser envolvido na trama, naturalmente que sempre com o reforço
na força de expansão sexual da personagem. Ou seja, promíscua.
De como entra na corrente o pastor de uma comunidade religiosa fechada,
tipo uma escola "fechada", estilo antroposófico/sectário e de como
ele detalha, sob pressão da "igrejinha", o envolvimento que tem com um dos filhos
da guia: sociedade em firmas que acobertam interesses próprios.
O telefonema dos pais, a responsabilidade da escola frente à confiança depositada
na agência e referências da dona da agência)os diálogos nervosos e uma
investigação que resultará saber a guia como uma "devoradora" de homens
(em relação aos outros casos, serão detalhados no intertexto).
E onde serão descritos em detalhes os outros raptos cometidos pela insaciável
mulher, que conforme o drama for se desenrolando revelará que ela tem 4 filhos,
sendo que os dois que foram criados com ela eram vítimasde incesto.
Virá a lume a relação da mulher com os ex, tantos os maridos quantos os
inumeráveis amantes.
Anotar as esquisitices da guia/dona da agância.
Uma ideia. Esquema.
Um conto ou novela. A trama é urdida em camadas, igual num tear, em que
as cores de uma linha interagem com as outras, criando novas formas e cores
no tecido placentário da vida.
É uma trama, uma parte se passará nos Lençóis Maranhenses, onde a guia
pedagógica (dona da agência é mais autêntico) de um roteiro cultural seduz
um dos adolescentes, (ou por cada lugar que passa deixa rastros da sua
voracidade sexual), os desdobramentos
da relação entre a responsável e os outros alunos da excursão As consequências
mais imediatas do ocorrido e a tentativa da guia cultural imputar a culpa do
incidente ao menor. (Em casos outros a interferência no cotidiano de famílias
estabelecidas em pontos de turismo pedagógico)
As revelações vão se dando ao final de cada capítulo, e cada capítulo tem paralelo
com um determinado ponto de encontro do roteiro de saber e vivência cultural.
Entremeio aos capítulos é sempre descrita uma parte da vida oculta da guia/
dona da agência de viagens.
De como um dos personagens -pescador ou líder de comunidade quilombola-,
vem a ser envolvido na trama, naturalmente que sempre com o reforço
na força de expansão sexual da personagem. Ou seja, promíscua.
De como entra na corrente o pastor de uma comunidade religiosa fechada,
tipo uma escola "fechada", estilo antroposófico/sectário e de como
ele detalha, sob pressão da "igrejinha", o envolvimento que tem com um dos filhos
da guia: sociedade em firmas que acobertam interesses próprios.
O telefonema dos pais, a responsabilidade da escola frente à confiança depositada
na agência e referências da dona da agência)os diálogos nervosos e uma
investigação que resultará saber a guia como uma "devoradora" de homens
(em relação aos outros casos, serão detalhados no intertexto).
E onde serão descritos em detalhes os outros raptos cometidos pela insaciável
mulher, que conforme o drama for se desenrolando revelará que ela tem 4 filhos,
sendo que os dois que foram criados com ela eram vítimasde incesto.
Virá a lume a relação da mulher com os ex, tantos os maridos quantos os
inumeráveis amantes.
Anotar as esquisitices da guia/dona da agância.
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
IDIOSSINCRASIA
Sou o que perdeu o nome,
E quando tive um nome
Mudei-o para outro nome.
Ando pelas beiradas, esgueiro-me,
A vida é bala dum-dum que se espalha,
E estou onde estão os deserdados
Seja no centro seja periferia não falha.
Seja no centro seja periferia não falha.
Jamais me sentei à mesa do rei,
Nem dos príncipes e seus acólitos e suas mucamas,
Não, sempre estive do outro lado da margem,
Do outro lado da rua na praça,
Junto aos que fumam a erva dos sonhos errantes
E bebem líquidos armados de projetos em versos ornados.
E se escrevo isto,
Só o escrevo por isto,
Por esta única razão,
Porque havia de escrevê-lo e nada mais.
Só sei escrever assim e perguntar coisas:
Correr para onde se sou aquele que perdeu a hora da partida?
É preciso me proclamar "poeta" para escrever palavras que se levantam do barro?
É preciso me proclamar "poeta" para escrever palavras que se levantam do barro?
Fugir para que lugar se em todo lugar estarei comigo?
Depois tusso desesperadamente,
Uma tosse seca e violenta
E me convulsiono inteiro
Minhas entranhas todas saindo fora do lugar.
É assim que penso estar,
Em todo lugar estou fora do lugar,
E em qualquer lugar que estou,
Na procissão, na Praça da República,
No sarau e nas casas de livros,
Na avenida Paulista e no trânsito de volta para casa,
Em meio à multidão de outros solitários sem nome,
Sozinho.
De navegar,
Meu navio se arrojou por mares desconhecidos,
Naufragou mistérios de outras eras que de nada servem agora,
Bússola quebrada ao léu,
Muda o mar e a terra e muda o céu,
Tudo muda
E nada resta a não ser pedra sobre pedra
Pompéia, Pirâmides, Roma, Machu Pichu,
Apenas pedras amontoadas em desalinho sobre a terra.
E histórias que ninguém sabe contar.
E se há motivo nisto tudo
Este é exatamente o motivo,
Escrevo do que sei
E sei só sei de mim,
Pó de estrela molhada que se decompõe em palavras,
Lama, alfabeto, verbo, substantivo abstrato, sujeito,
Predicado e sereno ouvir ouvinte:
Mozart, Jimi Hendrix, Alcione, Amy,
E cantar canções da minha língua;
E cantar canções da minha língua;
E sofrer algum blues.
E ler livros e olhos de pessoas,
**
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
PROPOSIÇÃO PRÓ-VIDA
"...Cicatrizes expostas cicatrizadas..."
Se me lês,
É é o que fazes agora
E testemunho
É porque se quer saber
Desse alguém de quem se foi alguém
O sempre se saber
De mim e de ti o pulsar
No vento e no ventre a atração
E a repulsão menos que um jogo
Um destino
Mais que uma brincadeira de palavras
O mapa da mina de um cálice de ouro.
Está para além da reza,
Tem, sim,
Da magia generosos frutos
Daqueles que se comem e não pesam
E somam 4+4
Completa ausência de demagogia.
E eu sei bem que és capaz
De entender do ofício de se dar e servir
E que sobremaneira sabes
Podes fugir a isso
Não podes.
Antes face a face
E amar
Que na distância
E se destruir.
E há de vir com luz
Não como d'outra vez
Sem rumo no escuro num buraco buscando carinho,
A boca supurando pus
Hálito tão sujo que o havia notado a própria cria,
Fétido como uma fossa o bafo
O beijo misturado ao escarro,
A pele seca, a adormecida embriaguez,
A tristeza de alguém que de alguma maneira foi rejeitada,
Sabe-se lá se na rua, na zona ou na morada,
Em minha casa à meia-noite em busca de refúgio.
E ainda tive que sentir tesão.
E tudo percebi
E cedi porque assim o havia de ser
Assim como há de ser bem
O bem que se nos guarda no cálice já servido.
Só há dois quadros, meu amor,
Um preto
E um branco.
O bem e o mal.
Não são os dez quilos a mais,
Menos ainda a cicatriz
Nem da coluna o entrave,
Que com o ronco se ri.
Outra?
"...Cicatrizes expostas cicatrizadas..."
Se me lês,
É é o que fazes agora
E testemunho
É porque se quer saber
Desse alguém de quem se foi alguém
O sempre se saber
De mim e de ti o pulsar
No vento e no ventre a atração
E a repulsão menos que um jogo
Um destino
Mais que uma brincadeira de palavras
O mapa da mina de um cálice de ouro.
Está para além da reza,
Tem, sim,
Da magia generosos frutos
Daqueles que se comem e não pesam
E somam 4+4
Completa ausência de demagogia.
E eu sei bem que és capaz
De entender do ofício de se dar e servir
E que sobremaneira sabes
Podes fugir a isso
Não podes.
Antes face a face
E amar
Que na distância
E se destruir.
E há de vir com luz
Não como d'outra vez
Sem rumo no escuro num buraco buscando carinho,
A boca supurando pus
Hálito tão sujo que o havia notado a própria cria,
Fétido como uma fossa o bafo
O beijo misturado ao escarro,
A pele seca, a adormecida embriaguez,
A tristeza de alguém que de alguma maneira foi rejeitada,
Sabe-se lá se na rua, na zona ou na morada,
Em minha casa à meia-noite em busca de refúgio.
E ainda tive que sentir tesão.
E tudo percebi
E cedi porque assim o havia de ser
Assim como há de ser bem
O bem que se nos guarda no cálice já servido.
Só há dois quadros, meu amor,
Um preto
E um branco.
O bem e o mal.
Não são os dez quilos a mais,
Menos ainda a cicatriz
Nem da coluna o entrave,
Que com o ronco se ri.
Outra?
terça-feira, 20 de agosto de 2013
MÁ VENTURA: CÍRCULO FECHADO
Que o manto da miséria se estenda à frente dos teus passos, maldita.
E o que crês seja a vida, em vida te seja o abandono e o desconsolo.
E de tudo quanto tiveres, de nada seja de teu proveito.
Verás
E quando olhardes para trás será tarde demais.
Assim é
Assim será
Má ventura
4-4
Amém.
Que o manto da miséria se estenda à frente dos teus passos, maldita.
E o que crês seja a vida, em vida te seja o abandono e o desconsolo.
E de tudo quanto tiveres, de nada seja de teu proveito.
Verás
E quando olhardes para trás será tarde demais.
Assim é
Assim será
Má ventura
4-4
Amém.
sábado, 17 de agosto de 2013
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
A FACE
Hein?
Não tenha medo e sabei
Não temas os meus cães
O que é preciso?
Que eu me ajoelhe
Ou a craveira exata
Aquela que te cabe
Ainda que ao cabo
Por satisfeita não te dês
Insaciável parte de mim
Indomável costela?
Hein?
Dizei-me, vagabunda
O que preciso?
Qual a precisa medida a que referes?
Não tenha medo e sabei
É tanto o poder que tens em mim
Teus chicotes açoites dos meus demônios
E em tuas mãos as tampas dos meus vulcões.
Não temas os meus cães
Nem os precipícios que invento ao longo do caminho
E podes descer ao mais fundo de mim abismo
Caber-te-ei em mim ainda que sejas mil.
Às vezes
Quando estou muito sozinho
E é sempre
Na tempestade e no vento espalhado
E eu vejo que escrevo o que está escrito
Não tenho medo.
Mas fico fisgado
Mas fico fisgado
Escrevo sentido o sentido da palavra e pinto
Da paleta a cor do verbo no tempo.
E você.
E excito as dobras da vida.
E clamo teu nome poema.
E te chamo de maldita.
E você.
E excito as dobras da vida.
E clamo teu nome poema.
E te chamo de maldita.
Dize-me
Face
A
Face
Quanto vale?
Preciso.
Quanto vale?
Preciso.
15.08.2013
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
PRÓXIMA
Quando for a hora derradeira
E já rígido eu estiver no caixão
Por favor, esqueçam lamentos,
Se houver gente dispense-se o cortejo
Envio de coroas de flores
Gentileza, mande o dinheiro pro convento,
Essas coisas de que se fartam os vermes nesses momentos
Não precisa argumento
Eu dispenso qualquer pompa
Pra que terno e gravata numa hora dessas?
12.08.2013
Quando for a hora derradeira
E já rígido eu estiver no caixão
Por favor, esqueçam lamentos,
Se houver gente dispense-se o cortejo
Envio de coroas de flores
Gentileza, mande o dinheiro pro convento,
Essas coisas de que se fartam os vermes nesses momentos
Não precisa argumento
Eu dispenso qualquer pompa
Pra que terno e gravata numa hora dessas?
12.08.2013
domingo, 11 de agosto de 2013
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
HUMILDADE
Sim,
Muito penso na humildade,
Mais que na palavra,
Na atividade mesma da humildade.
Ouço muito a palavra humildade
Feito um hálito grudada na boca dos homens,
E às vezes é um hálito perfumado
E de outras
Fede,
Fede muito.
Por isso penso da humildade:
Se com medo,
É o medo,
Jamais humildade.
E o mais das vezes na vida,
O que se sente é medo.
E assim o é em toda a hierarquia humana.
Não sou humilde.
No entanto não me ensoberbeço,
Inútil fardo seria tal peso e preço
Ao contrário, me reconheço,
Não é uma falha nem um defeito,
E da carne e essência humana,
O medo.
E penso:
Humildade,
Humildade,
Talvez reconhecer no outro
Em mim
Eu mesmo.
09.08.2013
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
DUNAS
Então, garota,
Calce os meus sapatos e verás,
Não servir-te-ão
Largos que estão da marca dos meus calos.
E se assim pudesses,
De calçar meus sapatos saberias,
Caminhar dunas é pisar sobre nuvens em grãos.
O caminho que percorri é de pedra e agonia,
Não porque assim o queira ou queria,
Mas porque assim o é,
Avesso virado ao avesso.
E se escreveu
E em mim se escreve
A cada dia o arco
Da poesia
E todo motivo:
A alegria da vida.
08.08.2013
Então, garota,
Calce os meus sapatos e verás,
Não servir-te-ão
Largos que estão da marca dos meus calos.
E se assim pudesses,
De calçar meus sapatos saberias,
Caminhar dunas é pisar sobre nuvens em grãos.
O caminho que percorri é de pedra e agonia,
Não porque assim o queira ou queria,
Mas porque assim o é,
Avesso virado ao avesso.
E se escreveu
E em mim se escreve
A cada dia o arco
Da poesia
E todo motivo:
A alegria da vida.
08.08.2013
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
O REVERSO DA MEDALHA
-------------------------------------------------- -------------------------------------------------- --------------------------------------------------
Tuas viagens serão viajadas por outros
E outros ganharão o dinheiro da ida e da volta.
E verás em ti mesma a perda até mesmo do que não tens.
-------------------------------------------------- -------------------------------------------------- --------------------------------------------------
Tuas viagens serão viajadas por outros
E outros ganharão o dinheiro da ida e da volta.
E verás em ti mesma a perda até mesmo do que não tens.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
domingo, 4 de agosto de 2013
sábado, 3 de agosto de 2013
(no jornal pela manhã)
CADELA NO CIO MEIA-DÚZIA
1 - Uma cadela no cio é uma cadela no cio
2 - Uma cadela no cio é uma cadela no cio
3 - Uma cadela no cio é uma cadela no cio
4 - Uma cadela no cio é uma cadela no cio
5 - Uma cadela no cio é uma cadela no cio
6 - Uma cadela no cio é uma cadela no cio
...
...
...
CADELA NO CIO MEIA-DÚZIA
1 - Uma cadela no cio é uma cadela no cio
2 - Uma cadela no cio é uma cadela no cio
3 - Uma cadela no cio é uma cadela no cio
4 - Uma cadela no cio é uma cadela no cio
5 - Uma cadela no cio é uma cadela no cio
6 - Uma cadela no cio é uma cadela no cio
...
...
...
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
SEGUNDA REZA
"Um beijo de carne e osso - molhado."
Fardos inúteis é o que eis de carregar,
Sobre tuas coxas a desordem do sexo
Tornada mania a ninfa em promiscuidade a linfa
Sim, secará tua vagina em vígilias de solidão
A mesma que dia e noite te acompanha
E dia e noite será o teu tormento
Onde quer que estejas
Para onde quer que te exiles ou vá tua viagem.
E não saberás o sentido
Nem do norte nem do sul.
E de pedras serão tuas trilhas e caminhos.
E tua grande cicatriz se engordará de frustrações.
A mentira do amor sexo altruísta será a tua recompensa.
E se estiveres em terra a terra te machucará
E se estiveres no mar o mar te ferirá.
E se estiveres no ar o ar te será nefasto.
E verás que não é bom querer manipular quem não pode ser manipulado.
E todo gozo do teu baixo ventre há de tornar-se dor.
E a voz do mar será a teus ouvidos tortura de quem geme e chora.
E o cantar dos pássaros uma algaravia de insensatez e desvios.
E as cores reverberar-te-ão escuras e pintadas de malogros.
"Um beijo de carne e osso - molhado."
Fardos inúteis é o que eis de carregar,
Sobre tuas coxas a desordem do sexo
Tornada mania a ninfa em promiscuidade a linfa
Sim, secará tua vagina em vígilias de solidão
A mesma que dia e noite te acompanha
E dia e noite será o teu tormento
Onde quer que estejas
Para onde quer que te exiles ou vá tua viagem.
E não saberás o sentido
Nem do norte nem do sul.
E de pedras serão tuas trilhas e caminhos.
E tua grande cicatriz se engordará de frustrações.
A mentira do amor sexo altruísta será a tua recompensa.
E se estiveres em terra a terra te machucará
E se estiveres no mar o mar te ferirá.
E se estiveres no ar o ar te será nefasto.
E verás que não é bom querer manipular quem não pode ser manipulado.
E todo gozo do teu baixo ventre há de tornar-se dor.
E a voz do mar será a teus ouvidos tortura de quem geme e chora.
E o cantar dos pássaros uma algaravia de insensatez e desvios.
E as cores reverberar-te-ão escuras e pintadas de malogros.
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