A IDADE DA VELHICE
Divagações da carne
É óbvio que isto é uma daquelas impressões que se se manifestam no
homem quando chegam a uma certa idade. O problema -se é que ele
existe-, é que não consigo vestir a máscara, calçar a carapuça, o jeito
de "ser velho". Apesar da careca, da barriga e pernas delgadas.
Talvez, como sempre, seja uma questão de (i)maturidade. Ou, quiça,
a velhice mesma não chegou, e então estou preocupado à toa. Ou, ainda,
a velhice chegou e dela não me apercebo. Tem outra: pode ser fuga
do que sou em realidade. E tem mais o tal de complexo de Peter Pan.
E outras que haverá quem há de lembrar.
Umas coisa é certa: elas sempre serão mais novas.
Ah, sim, tenho 62. Sessenta e dois. Satisfeita?
19.12.2017
terça-feira, 19 de dezembro de 2017
sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
ROSA SELVAGEM
Rosa selvagem
Vem comigo
Vamos dançar
Trocar parceria
In loco aqui
Em qualquer lugar
Rosa selvagem\
Eu sou louco
Louco louco por você
Rosa selvagem
Vem comigo
'Bora viajar
Vou mais longe com você
Navegar outro mar
Beber ancorar
Nas águas de outro cais
Rosa selvagem
Eu sou louco
Louco louco por você
Rosa selvagem
Vem comigo
Estrada andar
Quando se anda se cansa
Maior a esperança de chegar
E quando chego
Se estou com você
Qualquer lugar é um bom lugar
Rosa selvagem
Eu sou louco
Louco louco por você.
11.12.2017
Rosa selvagem
Vem comigo
Vamos dançar
Trocar parceria
In loco aqui
Em qualquer lugar
Rosa selvagem\
Eu sou louco
Louco louco por você
Rosa selvagem
Vem comigo
'Bora viajar
Vou mais longe com você
Navegar outro mar
Beber ancorar
Nas águas de outro cais
Rosa selvagem
Eu sou louco
Louco louco por você
Rosa selvagem
Vem comigo
Estrada andar
Quando se anda se cansa
Maior a esperança de chegar
E quando chego
Se estou com você
Qualquer lugar é um bom lugar
Rosa selvagem
Eu sou louco
Louco louco por você.
11.12.2017
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
COMEMORAÇÃO
Olho para o céu,
E de ver as nuvens vejo
Tão fácil vê-lo,
E melhor que ver, sinto,
As nuvens do céu estão mais doces.
Parecem algodão de açucar candy,
Flocos bordados de alvura sob o pano azul celestial,
Túnica de festa debruada em brocados de ouro e alegria.
Tanta beleza quis saber a razão o motivo,
Fui ver do tempo de espera qual dia e estação,
Logo soube a resposta que o calendário apontava:
Ela está fazendo festa de aniversário dentro do meu coração.
10/11.12.2017
Olho para o céu,
E de ver as nuvens vejo
Tão fácil vê-lo,
E melhor que ver, sinto,
As nuvens do céu estão mais doces.
Parecem algodão de açucar candy,
Flocos bordados de alvura sob o pano azul celestial,
Túnica de festa debruada em brocados de ouro e alegria.
Tanta beleza quis saber a razão o motivo,
Fui ver do tempo de espera qual dia e estação,
Logo soube a resposta que o calendário apontava:
Ela está fazendo festa de aniversário dentro do meu coração.
10/11.12.2017
sexta-feira, 1 de dezembro de 2017
ESTALO
Hoje foi um daqueles dias especiais em minha vida. Foi dia daquela sensação
absoluta e rara, muito rara, extremamente delicada e fugídia, a noção exata de
apreender com precisão o sentido de todas as coisas, inclusive deste universo.
São décimos de bilionésimos de segundo, logo, ainda que ínfima, uma fatia
desse tempo espaço em que vivemos.
Ao longo da vida já tive -creio que, para mais ou para menos, todos nós o temos-,
outros desses impactantes estalos que impulsionam o viver em busca do Grande
Mistério, que em verdade não é grande nem pequeno, é só um mistério, e o é,
porque desconhecido.
Mas foge. Assim como das outras vezes, fugiu. Mas o senti, está vivo em mim,
aceso em meu espírito feito chama queimando carne viva. Mas fugiu.
Para descrevê-lo, foi como ter a chave que coube com presteza na fechadura,
mas ao giro da primeira volta, a engrenagem emperra, e o que antes era a solidez
abstrata (paradoxo) do pensamento com a certeza da solução do enigma, antes se
transforma outra vez em poeira. E novas interrogações.
Até que venha a haver na sede do pensamento o estalo único, definitivo e por inteiro,
o estalo revolucionário, fruto de todos os estalos anteriores, e que vieram ao
longo da vida em fragmentos de luz despedaçados.
30.11.2017
Hoje foi um daqueles dias especiais em minha vida. Foi dia daquela sensação
absoluta e rara, muito rara, extremamente delicada e fugídia, a noção exata de
apreender com precisão o sentido de todas as coisas, inclusive deste universo.
São décimos de bilionésimos de segundo, logo, ainda que ínfima, uma fatia
desse tempo espaço em que vivemos.
Ao longo da vida já tive -creio que, para mais ou para menos, todos nós o temos-,
outros desses impactantes estalos que impulsionam o viver em busca do Grande
Mistério, que em verdade não é grande nem pequeno, é só um mistério, e o é,
porque desconhecido.
Mas foge. Assim como das outras vezes, fugiu. Mas o senti, está vivo em mim,
aceso em meu espírito feito chama queimando carne viva. Mas fugiu.
Para descrevê-lo, foi como ter a chave que coube com presteza na fechadura,
mas ao giro da primeira volta, a engrenagem emperra, e o que antes era a solidez
abstrata (paradoxo) do pensamento com a certeza da solução do enigma, antes se
transforma outra vez em poeira. E novas interrogações.
Até que venha a haver na sede do pensamento o estalo único, definitivo e por inteiro,
o estalo revolucionário, fruto de todos os estalos anteriores, e que vieram ao
longo da vida em fragmentos de luz despedaçados.
30.11.2017
quarta-feira, 29 de novembro de 2017
PRESENTE
O destino é liberto, amplo e benigno.
O destino me deu a conhecê-la,
Umas das filhas de Júpiter.
São tantas,
Muitos dentre elas os perfis,
Incontáveis os talhes de rosto,
O corte, a marca e porte da matriz.
Mas quando em segredo a medi,
Face iluminada de palavras,
Bem vi naquelas linhas o risco
Traço preciso dos dias vividos,
Juventude no agora que se vive.
E graça no saber para dividir:
Para todo rir há razão,
Que quando não,
Se for a dois,
Melhor.
29.11.2017
O destino é liberto, amplo e benigno.
O destino me deu a conhecê-la,
Umas das filhas de Júpiter.
São tantas,
Muitos dentre elas os perfis,
Incontáveis os talhes de rosto,
O corte, a marca e porte da matriz.
Mas quando em segredo a medi,
Face iluminada de palavras,
Bem vi naquelas linhas o risco
Traço preciso dos dias vividos,
Juventude no agora que se vive.
E graça no saber para dividir:
Para todo rir há razão,
Que quando não,
Se for a dois,
Melhor.
29.11.2017
sábado, 25 de novembro de 2017
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
ABORTO
Testamento
Menos que despedida
Água entre pedras
Estas palavras
Bastardas palavras
São frutas de toda alegria
Alegria de ouro sobre azul bordada em vermelho
Sim, menos que despedida
Estas palavras são júbilo por me teres dado
a oportunidade de me colocar em disponibilidade
por tão raro sentimento
O Amor.
Não importa o quanto o tenha sentido, amada
Se um segundo um minuto ou um dia
O que ficou foi esse sabor de açucar mascavo
Entre lábios de mistura com teus beijos embebidos
Do sumo doce manga madura
A se escorrer de minha boca
O intenso sabor dos morangos vermelhos acesos
Do vermelho desejo da tua língua
Roçando palavras na minha retina
Pequenos olhos nos meus
Em chamas o gozo de beber um ao outro
O doce mel brilhante a molhar tua pele
Seda casca de pêssego penugem de veludo
Pétala de rosa selvagem
Sobre campos claros de luz
A tua alegria espalhada em mim
A escrita do anagrama de todas as hierarquias
plantadas no jardim do amor
Entre elas plantada a flor do grande amor por você
Mulher
O primeiro amor vivido à sombra da penúltima estação.
E se despedida for
O que antes foi desaponto
Desconforto desencanto
Passa aqui a ser tudo o que de melhor foi
Antes assim à luz de velas a chama de alguma promessa
Acesa no caminho do avesso da nudez
A troca do que se dá e se recebe
Na medida da mesma taça beber da pura entrega
Em que se completa e se fortalece a vida e vigor e energia.
E se despedida for
-E em verdade o é-
Haja visto em tudo está o registro da despedida
E se assim for
Se despedida o for, mesmo-
Que fique bem sabido meu amor
Não é possível abortar o amor que sinto por você
E cresce vivo dentro em mim.
20.11.2017
26.04.2017 . Vídeo Facebook, Instagram 19.11.2017
Testamento
Menos que despedida
Água entre pedras
Estas palavras
Bastardas palavras
São frutas de toda alegria
Alegria de ouro sobre azul bordada em vermelho
Sim, menos que despedida
Estas palavras são júbilo por me teres dado
a oportunidade de me colocar em disponibilidade
por tão raro sentimento
O Amor.
Não importa o quanto o tenha sentido, amada
Se um segundo um minuto ou um dia
O que ficou foi esse sabor de açucar mascavo
Entre lábios de mistura com teus beijos embebidos
Do sumo doce manga madura
A se escorrer de minha boca
O intenso sabor dos morangos vermelhos acesos
Do vermelho desejo da tua língua
Roçando palavras na minha retina
Pequenos olhos nos meus
Em chamas o gozo de beber um ao outro
O doce mel brilhante a molhar tua pele
Seda casca de pêssego penugem de veludo
Pétala de rosa selvagem
Sobre campos claros de luz
A tua alegria espalhada em mim
A escrita do anagrama de todas as hierarquias
plantadas no jardim do amor
Entre elas plantada a flor do grande amor por você
Mulher
O primeiro amor vivido à sombra da penúltima estação.
E se despedida for
O que antes foi desaponto
Desconforto desencanto
Passa aqui a ser tudo o que de melhor foi
Antes assim à luz de velas a chama de alguma promessa
Acesa no caminho do avesso da nudez
A troca do que se dá e se recebe
Na medida da mesma taça beber da pura entrega
Em que se completa e se fortalece a vida e vigor e energia.
E se despedida for
-E em verdade o é-
Haja visto em tudo está o registro da despedida
E se assim for
Se despedida o for, mesmo-
Que fique bem sabido meu amor
Não é possível abortar o amor que sinto por você
E cresce vivo dentro em mim.
20.11.2017
26.04.2017 . Vídeo Facebook, Instagram 19.11.2017
segunda-feira, 13 de novembro de 2017
MUSA TORTA
Podem faltar-lhe os dentes
Os cabelos serem rebeldes
O ventre cortado de filhos e abortos
Os peitos caídos pernas longas desajeitadas
Manias calcadas em atrevimentos e recalques
E ter um humor viciado em açicar e raro afeto.
Não imoporta
Se musa eleita
Muda o mundo
Nela nada muda.
12.11.2017
Podem faltar-lhe os dentes
Os cabelos serem rebeldes
O ventre cortado de filhos e abortos
Os peitos caídos pernas longas desajeitadas
Manias calcadas em atrevimentos e recalques
E ter um humor viciado em açicar e raro afeto.
Não imoporta
Se musa eleita
Muda o mundo
Nela nada muda.
12.11.2017
domingo, 12 de novembro de 2017
LIVRO DAS PALAVRAS INÚTEIS
Meu amor,
A vida é uma coleção de exageros.
Sou uma inutilidade.
Serei algo útil para você?
Toda a vida é duplicidade,
E nela, somente nela,
É que estão todos os momentos
Sentinela
Sejam eles os melhores ou os piores.
São tantas as mudanças de rumo:
Espero que o que te espera
Te surpreenda
Tanto para o tanto esperado
Quanto pelo tempo de espera.
Há setas que apontam para uma mesma direção.
Cabe seguir a esta ou aquela
E das outras se desviar.
Sim, há muitas setas ao longo da estrada,
Cabe segui-las, não importa qual.
Vede, amada,
Há a ida e a volta.
Olha teu polegar agora
E deste estende olhos ao universo.
Tudo é oposição.
Tudo aqui é dois, noite e dia
Positivo negativo homem mulher
Para tudo neste universo há uma posição
E uma contraposição.
E de contrapeso, a contradição de ambas.
E de assim ser é que brota o surreal
E de novo indago,
Quem sou
De onde venho
Para onde vou?
Que, pior que a não resposta
É o que está presente
E não está.
Eu sei que você existe,
E no entanto, você não existe.
Dá-me um beijo agora
Dá-me um abraço de calor.
E saberei o que é suprareal.
E conhecerei o real.
Sou uma inutilidade.
Tentado a ser algo útil pra você.
De uma diálogo com conterrânea via messenger
09.11.2017
Meu amor,
A vida é uma coleção de exageros.
Sou uma inutilidade.
Serei algo útil para você?
Toda a vida é duplicidade,
E nela, somente nela,
É que estão todos os momentos
Sentinela
Sejam eles os melhores ou os piores.
São tantas as mudanças de rumo:
Espero que o que te espera
Te surpreenda
Tanto para o tanto esperado
Quanto pelo tempo de espera.
Há setas que apontam para uma mesma direção.
Cabe seguir a esta ou aquela
E das outras se desviar.
Sim, há muitas setas ao longo da estrada,
Cabe segui-las, não importa qual.
Vede, amada,
Há a ida e a volta.
Olha teu polegar agora
E deste estende olhos ao universo.
Tudo é oposição.
Tudo aqui é dois, noite e dia
Positivo negativo homem mulher
Para tudo neste universo há uma posição
E uma contraposição.
E de contrapeso, a contradição de ambas.
E de assim ser é que brota o surreal
E de novo indago,
Quem sou
De onde venho
Para onde vou?
Que, pior que a não resposta
É o que está presente
E não está.
Eu sei que você existe,
E no entanto, você não existe.
Dá-me um beijo agora
Dá-me um abraço de calor.
E saberei o que é suprareal.
E conhecerei o real.
Sou uma inutilidade.
Tentado a ser algo útil pra você.
De uma diálogo com conterrânea via messenger
09.11.2017
LIVRO DAS PALAVRAS INÚTEIS
-Fragmentos-
-Fragmentos-
Meu amor,
A vida é uma coleção de exageros.
Sou uma inutilidade.
Serei algo útil para você?
Toda a vida é duplicidade,
E nela, somente nela,
É que estão todos os momentos
Sentinela
Sejam eles os melhores ou os piores.
A vida é uma coleção de exageros.
Sou uma inutilidade.
Serei algo útil para você?
Toda a vida é duplicidade,
E nela, somente nela,
É que estão todos os momentos
Sentinela
Sejam eles os melhores ou os piores.
São tantas as mudanças de rumo:
Espero que o que te espera
Te surpreenda
Tanto para o tanto esperado
Quanto pelo tempo de espera.
Espero que o que te espera
Te surpreenda
Tanto para o tanto esperado
Quanto pelo tempo de espera.
Há setas que apontam para uma mesma direção.
Cabe seguir a esta ou aquela
E das outras se desviar.
Sim, há muitas setas ao longo da estrada,
Cabe uma segui-la, não importa qual.
Cabe seguir a esta ou aquela
E das outras se desviar.
Sim, há muitas setas ao longo da estrada,
Cabe uma segui-la, não importa qual.
Vede, amada,
Há a ida e a volta.
Olha teu polegar agora
E deste estende olhos ao universo.
Tudo é oposição.
Tudo aqui é dois noite e dia
Positivo negativo homem mulher
Para tudo neste universo há uma posição
E uma contraposição.
E de contrapeso, a contradição de ambas.
Há a ida e a volta.
Olha teu polegar agora
E deste estende olhos ao universo.
Tudo é oposição.
Tudo aqui é dois noite e dia
Positivo negativo homem mulher
Para tudo neste universo há uma posição
E uma contraposição.
E de contrapeso, a contradição de ambas.
E de assim ser é que brota o surreal
E de novo indago,
Quem sou
De onde venho
Para onde vou?
Que, pior que a não resposta
É o que está presente
E não está.
E de novo indago,
Quem sou
De onde venho
Para onde vou?
Que, pior que a não resposta
É o que está presente
E não está.
Eu sei que você existe,
E no entanto, você não existe.
Dá-me um beijo agora
Dá-me um abraço de calor.
E saberei o que é suprareal.
E conhecerei o real.
E no entanto, você não existe.
Dá-me um beijo agora
Dá-me um abraço de calor.
E saberei o que é suprareal.
E conhecerei o real.
Sou uma inutilidade.
Tentado a ser algo útil pra você.
Tentado a ser algo útil pra você.
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
QUINTAL
Quando passa o avião
Feito asas do chão
O pensamento levanta voo
-Qual destino daquela aeronave
Para onde os passageiros irão?
E sempre curioso menino
Senhor e rei do meu quintal
Vou desenhando estrelas no céu
Entre nuvens de fogo acesas
Bordando sonhos nos lençóis do varal,
Guardadas no coração uma certeza:
Também viajarei outros ares
Igual homem-ícaro
A bordo do pássaro de metal
Conhecer outras ilhas
Outras terras outros lugares
Além muito além do meu quintal.
+- 1990 - Digitado 06.11.2017
Quando passa o avião
Feito asas do chão
O pensamento levanta voo
-Qual destino daquela aeronave
Para onde os passageiros irão?
E sempre curioso menino
Senhor e rei do meu quintal
Vou desenhando estrelas no céu
Entre nuvens de fogo acesas
Bordando sonhos nos lençóis do varal,
Guardadas no coração uma certeza:
Também viajarei outros ares
Igual homem-ícaro
A bordo do pássaro de metal
Conhecer outras ilhas
Outras terras outros lugares
Além muito além do meu quintal.
+- 1990 - Digitado 06.11.2017
sexta-feira, 3 de novembro de 2017
quinta-feira, 2 de novembro de 2017
domingo, 29 de outubro de 2017
PROMESSA
Para que saibas
Que quando vieres,
E inteiro me veres de bruços estendido sobre a terra,
Meus lábios pousados sobre teus pés,
Que saibas,
Oh deusa mulher,
Para além dos teus pés,
Estarei beijando os campos, as planícies,
A copa das árvores, as montanhas,
As grutas e cavernas,
Os mares e rios e grilos,
As ervas e as pedras e as florestas,
O ouro, a prata, o pão e o pó
Estarei beijando,
Tudo quanto há sobre a face da terra
Quando eu estiver beijando os teus pés.
29.10.2017
Para que saibas
Que quando vieres,
E inteiro me veres de bruços estendido sobre a terra,
Meus lábios pousados sobre teus pés,
Que saibas,
Oh deusa mulher,
Para além dos teus pés,
Estarei beijando os campos, as planícies,
A copa das árvores, as montanhas,
As grutas e cavernas,
Os mares e rios e grilos,
As ervas e as pedras e as florestas,
O ouro, a prata, o pão e o pó
Estarei beijando,
Tudo quanto há sobre a face da terra
Quando eu estiver beijando os teus pés.
29.10.2017
domingo, 22 de outubro de 2017
OFERENDA
Fui ao oceano
E frente ao Atlântico derramei minha saudade.
E não coube em toda a sua imensidão
Não coube no Atlântico inteiro minha saudade.
Voltei-me para o poente,
Atravessei a Cordilheira dos Andes,
E frente ao Pacífico derramei minha saudade.
E não coube em todo o Oceano Pacífico minha saudade.
Fui aos mares do Mediterrâneo
A todos os mares da terra ofertei minha saudade,
E minha saudade não coube em nenhum dos oceanos.
Fui aos desertos do Atacama e do Saara e Kalahari,
E onde houve deserto passei para deixar minha saudade,
Mas não houve lugar sobre a terra,
Deserto ou habitado,
Nem vaso, nem mar, nem cova aberta
Que pudesse conter minha saudade.
Voltei para casa,
E entre as quatro paredes do meu quarto,
Um no outro vestidos
Bem coubemos a saudade e eu na cama da solidão.
22.10.2017
Fui ao oceano
E frente ao Atlântico derramei minha saudade.
E não coube em toda a sua imensidão
Não coube no Atlântico inteiro minha saudade.
Voltei-me para o poente,
Atravessei a Cordilheira dos Andes,
E frente ao Pacífico derramei minha saudade.
E não coube em todo o Oceano Pacífico minha saudade.
Fui aos mares do Mediterrâneo
A todos os mares da terra ofertei minha saudade,
E minha saudade não coube em nenhum dos oceanos.
Fui aos desertos do Atacama e do Saara e Kalahari,
E onde houve deserto passei para deixar minha saudade,
Mas não houve lugar sobre a terra,
Deserto ou habitado,
Nem vaso, nem mar, nem cova aberta
Que pudesse conter minha saudade.
Voltei para casa,
E entre as quatro paredes do meu quarto,
Um no outro vestidos
Bem coubemos a saudade e eu na cama da solidão.
22.10.2017
sábado, 21 de outubro de 2017
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
TE AMO
Não podes imaginar
O quanto te amei
Olhando para o céu
A navegar estrelas
Com o teu nome
Em nuvens de fogo acesas.
Não, não podes umaginar
O quanto te amo
Olhando pra o céu
A contemplar estrelas
Com teu nome
Em nuvens de fogo e amor acesas
Te amo, te amo
Então vem
Aqui tem luz
Vou ser o sol
Só pra te dar o meu calor.
Versão gravada em vídeo 16.10.2017
Não podes imaginar
O quanto te amei
Olhando para o céu
A navegar estrelas
Com o teu nome
Em nuvens de fogo acesas.
Não, não podes umaginar
O quanto te amo
Olhando pra o céu
A contemplar estrelas
Com teu nome
Em nuvens de fogo e amor acesas
Te amo, te amo
Então vem
Aqui tem luz
Vou ser o sol
Só pra te dar o meu calor.
Versão gravada em vídeo 16.10.2017
domingo, 1 de outubro de 2017
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
terça-feira, 12 de setembro de 2017
DISCURSO ALIENADO
A mais poderosa droga que conheci nesta vida.
Nem ópio, nem álcool, nem cocaína, nem tabaco,
Menos ainda maconha.
Amarra minhas mães atadas de algemas invisíveis
A cabeça dobrada pescoço ao cepo oferecido
Ovelha perdida em meio ao rebanho no imenso relvado,
Diante dos meus olhos a fuga dos solitários,
Via de fuga sem destino escrita de ofuscantes luzes,
A vida se escorrendo entre dedos sobre fugazes sinais binários.
E eu não vejo a vida passar,
Senão que a vida passa por mim e não vejo,
Feito quem entra num túnel,
E dentro dele sem saída o pensamento se esvai.
Deixo de ser o que sou,
E se sou não sou mais eu,
E sim alguma coisa que alguém quer que eu seja.
Sim, a mais poderosa droga que conheci,
Insidiosa que o mundo inteiro festeja,
Hora a hora do amanhecer ao anoitecer,
Igual sombra que segue e a todos arrasta
Madrugada adentro no quarto trancado,
Nas ruas, nas festas,
Da mais horrenda quimera toda calçada de vida tomada.
Esteja eu parado ao sofá pregado,
Na estrada dentro do carro,
A ela tela plana inteiro preso,
Homem em estado letárgico sem nenhuma vontade,
Os dois olhos hipnotizados e todos os sentidos
Sem o menor sentido na pequena tela a alma colada.
E é magia de toda cor,
Preta, branca, azul, vermelha,
Arco-íris de discórdia que isola,
Rede, cápsula eletromagnética a encerrar,
Cela,
Mente, coração e fígado ao sacrífico dados,
Maldita oferenda, é inútil resistir nem há o que jogar,
Tomado o veneno antídoto não há.
E se antes eu sabia o que fazia,
Hoje o que faço é estar nesse vago vagante estar,
Diante a parede líquida a se revelar,
A pergunta torta respondida,
Reposta num segundo dada,
Tanta coisa em cascata vista e revelada,
E nada,
Eu continuo sem saber
Sabendo apenas,
Isso de viver prisioneiro desta cloaca de imagens é mais que surreal,
Do mais fingir o existir combo total,
Passagem sem volta para um sítio de inteira total alienação real.
Talvez ainda reste algum tempo e
Valha perguntar:
-O que eu fazia antes de cair na rede,
O que eu fazia antes de estar conectado?
22.08.2017
A mais poderosa droga que conheci nesta vida.
Nem ópio, nem álcool, nem cocaína, nem tabaco,
Menos ainda maconha.
Amarra minhas mães atadas de algemas invisíveis
A cabeça dobrada pescoço ao cepo oferecido
Ovelha perdida em meio ao rebanho no imenso relvado,
Diante dos meus olhos a fuga dos solitários,
Via de fuga sem destino escrita de ofuscantes luzes,
A vida se escorrendo entre dedos sobre fugazes sinais binários.
E eu não vejo a vida passar,
Senão que a vida passa por mim e não vejo,
Feito quem entra num túnel,
E dentro dele sem saída o pensamento se esvai.
Deixo de ser o que sou,
E se sou não sou mais eu,
E sim alguma coisa que alguém quer que eu seja.
Sim, a mais poderosa droga que conheci,
Insidiosa que o mundo inteiro festeja,
Hora a hora do amanhecer ao anoitecer,
Igual sombra que segue e a todos arrasta
Madrugada adentro no quarto trancado,
Nas ruas, nas festas,
Da mais horrenda quimera toda calçada de vida tomada.
Esteja eu parado ao sofá pregado,
Na estrada dentro do carro,
A ela tela plana inteiro preso,
Homem em estado letárgico sem nenhuma vontade,
Os dois olhos hipnotizados e todos os sentidos
Sem o menor sentido na pequena tela a alma colada.
E é magia de toda cor,
Preta, branca, azul, vermelha,
Arco-íris de discórdia que isola,
Rede, cápsula eletromagnética a encerrar,
Cela,
Mente, coração e fígado ao sacrífico dados,
Maldita oferenda, é inútil resistir nem há o que jogar,
Tomado o veneno antídoto não há.
E se antes eu sabia o que fazia,
Hoje o que faço é estar nesse vago vagante estar,
Diante a parede líquida a se revelar,
A pergunta torta respondida,
Reposta num segundo dada,
Tanta coisa em cascata vista e revelada,
E nada,
Eu continuo sem saber
Sabendo apenas,
Isso de viver prisioneiro desta cloaca de imagens é mais que surreal,
Do mais fingir o existir combo total,
Passagem sem volta para um sítio de inteira total alienação real.
Talvez ainda reste algum tempo e
Valha perguntar:
-O que eu fazia antes de cair na rede,
O que eu fazia antes de estar conectado?
22.08.2017
GRAVIDADE DA CARNE
Quando havia em mim mais juventude
-Que ainda resta e há!-,
E na nudez para baixo eu olhava,
Com clara clareza eu via,
Planície, pico, grossas coxas
E sobre o chão os pés por muito andarem.
Hoje, quando para baixo baixo o olhar
E nu em pelo me vejo,
Só o que vejo é o pejo de uma montanha abaulada.
E mais nada.
11.09.2017
ONIPRESENCA
7x7x7x7x7x7x7
7x7x7x7x7x7x7
Deus acabou de criar um novo universo
Deus acabou de criar um novo universo.
Deus acabou de criar um novo universo.
Deus acabou de criar um novo universo.
Deus acabou de criar um novo universo.
Deus acabou de criar um novo universo.
Deus acaba de criar um novo universo.
Deus acabou de criar um novo universo.
Deus acabou de criar um novo universo.
Deus acabou de criar um novo universo.
Deus acabou de criar um novo universo.
Deus acabou de criar um novo universo.
Deus acaba de criar um novo universo.
31.07.2017
terça-feira, 5 de setembro de 2017
LUA CHEIA
Sobre a minha cabeça
Ao alto bem alto brilha
Grávida de luz e cheia a lua
De prata enfeitada de veludo negro.
Ao alto bem alto brilha
Grávida de luz e cheia a lua
De prata enfeitada de veludo negro.
E dentro em mim
Ela ao alto bem alto altar
Alta e altiva feito rainha
Dádiva de luz andor de folia
Madona de toda minha alma
Dona de todo eu
Dela meu inteiro reino de alegria .
Ela ao alto bem alto altar
Alta e altiva feito rainha
Dádiva de luz andor de folia
Madona de toda minha alma
Dona de todo eu
Dela meu inteiro reino de alegria .
04.09.2017
MUSA
É quando ela diz, séria:
-Mas você é um poeta!
-Mas você é um poeta!
Então me derramo todo,
E igual fosse água,
Confuso e perdido de feliz,
Chão coração cabeça
Assoalho d'alma,
Por todo lado me espalho.
E igual fosse água,
Confuso e perdido de feliz,
Chão coração cabeça
Assoalho d'alma,
Por todo lado me espalho.
E fico corpo molhado,
Alguém que saiu à chuva nu em pelo,
E de se descobrir vago e vazio,
Repleto vestido de alegria se dá por inteiro
Achado.
Alguém que saiu à chuva nu em pelo,
E de se descobrir vago e vazio,
Repleto vestido de alegria se dá por inteiro
Achado.
02.09.2017
sábado, 2 de setembro de 2017
MUSA
É quando ela diz, séria:
-Mas você é um poeta!
Então me derramo todo,
E igual fosse água,
Confuso e perdido de feliz,
Chão coração cabeça
Assoalho d'alma,
Por todo lado me espalho.
E fico inteiro molhado,
Alguém que saiu à chuva nu em pelo,
E de se descobrir vago e vazio,
Repleto vestido de alegria se dá por achado.
02.09.2017
domingo, 20 de agosto de 2017
quinta-feira, 17 de agosto de 2017
FLORESTA
Como uma chuva que entra numa floresta
Toda a folhagem a beber do céu o sumo
De alegria o saciar da sede verde
Assim, de mansinho, a toda hora,
A todo instante, raízes, ela entra em mim.
E fico inteiro úmido de doçura
Terra de minas mascavo
Molhado chão do mais doce açucar.
E mais chove
Mais em mim
Ela entra:
E somos um.
17.08.2017 - Vídeo recitado Facebook e Instagram
Como uma chuva que entra numa floresta
Toda a folhagem a beber do céu o sumo
De alegria o saciar da sede verde
Assim, de mansinho, a toda hora,
A todo instante, raízes, ela entra em mim.
E fico inteiro úmido de doçura
Terra de minas mascavo
Molhado chão do mais doce açucar.
E mais chove
Mais em mim
Ela entra:
E somos um.
17.08.2017 - Vídeo recitado Facebook e Instagram
domingo, 13 de agosto de 2017
sábado, 12 de agosto de 2017
ANJOS E HOMENS
Queda e razão
Só pode se arrepender é quem erra.
Anjos não se arrependem. Na criação, somente o homem se arrepende.
Logo, só pode se arrepender quem fez algo errado.
Então, nenhum anjo, esteja no alto ou em queda (?), nenhum deles
fez, faz ou fará qualquer coisa de errada.
Estão dentro do plano criador e realizando com perfeição o papel para
o qual foram criados.
Jamais tivemos notícia de que alguma vez tenha existido um anjo triste.
Já o homem.
10.08.2017
Queda e razão
Só pode se arrepender é quem erra.
Anjos não se arrependem. Na criação, somente o homem se arrepende.
Logo, só pode se arrepender quem fez algo errado.
Então, nenhum anjo, esteja no alto ou em queda (?), nenhum deles
fez, faz ou fará qualquer coisa de errada.
Estão dentro do plano criador e realizando com perfeição o papel para
o qual foram criados.
Jamais tivemos notícia de que alguma vez tenha existido um anjo triste.
Já o homem.
10.08.2017
terça-feira, 8 de agosto de 2017
DIVINA COMÉDIA HUMANA
Pedra de útero
Agosto do ano de 2017.
Há alguma coisa de errada comigo. Ai de mim.
Há alguma coisa errada no e com o ser humano.
Na Índia, uma menina de 10 anos foi engravidada. Estão a convencê-la
de que o que lhe cresce na barriga é uma pedra. E que logo irão tirá-la.
Quando esta menina se tornar uma mulher, estará vagando entre
as pedras em busca do filho perdido.
Pobre humanidade.
Ai de todos nós.
07.08.2017
Pedra de útero
Agosto do ano de 2017.
Há alguma coisa de errada comigo. Ai de mim.
Há alguma coisa errada no e com o ser humano.
Na Índia, uma menina de 10 anos foi engravidada. Estão a convencê-la
de que o que lhe cresce na barriga é uma pedra. E que logo irão tirá-la.
Quando esta menina se tornar uma mulher, estará vagando entre
as pedras em busca do filho perdido.
Pobre humanidade.
Ai de todos nós.
07.08.2017
terça-feira, 1 de agosto de 2017
MUSA
Minha cara,
O que viste foi fogueira passageira,
Fogo de palha sobre tela pintada.
O que de verdade incendeia
Calor que permanece chama e
Luz que arde na veia,
É outro fogo, meu amor.
Fogo de acender nos olhos paisagens imaginárias,
No entanto tão verdadeiras
No céu estrelas viajantes sem fronteira.
31.07.2017
Minha cara,
O que viste foi fogueira passageira,
Fogo de palha sobre tela pintada.
O que de verdade incendeia
Calor que permanece chama e
Luz que arde na veia,
É outro fogo, meu amor.
Fogo de acender nos olhos paisagens imaginárias,
No entanto tão verdadeiras
No céu estrelas viajantes sem fronteira.
31.07.2017
segunda-feira, 31 de julho de 2017
quarta-feira, 26 de julho de 2017
OFÍCIO
E igual um pintor no seu ofício dia-a-dia,
Que por igual preenche a tela com pinceladas de alegria,
Assim gostaria eu,
Pincel por pincel sobre a tua pele deslisar,
A tinta se esparramando e dando cor à tua cor,
Que é tijolo queimado, é barro, é mel,
É âmbar aceso dentro do azul noturno,
E é a delícia menina dos meus olhos
E fruta que enlouquece de sumo minha língua dentro da boca.
E igual poeta que escreve soberbas palavras,
Por igual escreveria sobre todas as linhas já traçadas,
Versos moldados em fogo, prazer e juventude,
E mais não as tivesse,
Outras tantas linhas eu traçaria no ar,
E nelas escreveria outras tantas vezes o teu nome,
De todos,
O mais belo poema.
E assim faço,
De cada dia o ofício dito:
-Pinto no tempo paisagens imaginárias,
Escrevo no vento inventos de um livro diário de viagem.
26.07.2017
E igual um pintor no seu ofício dia-a-dia,
Que por igual preenche a tela com pinceladas de alegria,
Assim gostaria eu,
Pincel por pincel sobre a tua pele deslisar,
A tinta se esparramando e dando cor à tua cor,
Que é tijolo queimado, é barro, é mel,
É âmbar aceso dentro do azul noturno,
E é a delícia menina dos meus olhos
E fruta que enlouquece de sumo minha língua dentro da boca.
E igual poeta que escreve soberbas palavras,
Por igual escreveria sobre todas as linhas já traçadas,
Versos moldados em fogo, prazer e juventude,
E mais não as tivesse,
Outras tantas linhas eu traçaria no ar,
E nelas escreveria outras tantas vezes o teu nome,
De todos,
O mais belo poema.
E assim faço,
De cada dia o ofício dito:
-Pinto no tempo paisagens imaginárias,
Escrevo no vento inventos de um livro diário de viagem.
26.07.2017
segunda-feira, 10 de julho de 2017
MUSA
Quis escrever o mais belo poema,
Inteiro nela inspirado
A ela a poesia inteira dedicada.
Inteiro nela inspirado
A ela a poesia inteira dedicada.
Sentei-me à cadeira,
Puxei para perto o móvel do coração,
E de pensar certo a palavra
Logo me veio clara a ideia
Igual exposta em campo claro,
Em lúcida luz me veio o verso::
Puxei para perto o móvel do coração,
E de pensar certo a palavra
Logo me veio clara a ideia
Igual exposta em campo claro,
Em lúcida luz me veio o verso::
-Bastaria escrever o nome dela no papel,
E o mais belo poema seria.
E o mais belo poema seria.
07.07.2017
sexta-feira, 7 de julho de 2017
quarta-feira, 5 de julho de 2017
FLORESTA
Entrei nela como quem penetra uma floresta
E nela o segredo de ser
Nova, escura, úmida e quente.
E ela mexeu comigo
Desaguar de águas a meus pés,
Saciar de remotas antigas raízes,
Sal e açucar de suor e sangue.
Entrei nela
E é floresta aberta soberba
Verde vida em minha alma
Pulsar de gesta e pura alegria.
05.07.2017
Entrei nela como quem penetra uma floresta
E nela o segredo de ser
Nova, escura, úmida e quente.
E ela mexeu comigo
Desaguar de águas a meus pés,
Saciar de remotas antigas raízes,
Sal e açucar de suor e sangue.
Entrei nela
E é floresta aberta soberba
Verde vida em minha alma
Pulsar de gesta e pura alegria.
05.07.2017
segunda-feira, 3 de julho de 2017
terça-feira, 27 de junho de 2017
domingo, 18 de junho de 2017
segunda-feira, 12 de junho de 2017
NAMORADA
E depois de passar horas a contemplar,
Por um momento me sento à mesa
E de sopetão escrevo o que acabo de escrever.
E já sabendo,
Há em mim um contínuo descontentamento,
Um saber que não se sabe e não se resolve,
Que é querer escrever o que penso não saber escrever.
Na verdade eu não sei mesmo, só isso.
E no entanto tão fácil seria resolvê-lo,
Tanta palavra por aí deserdada, sem dono, sem casa;
Poderia pudesse eu adotar umas mil,
Com elas fazer o que quero escrever,
Mas não sei como escrever a inspira,
Não sei como se me fingir de poeta,
Cavar agasalho na língua entre a verdade e a mentira.
Achar a palavra de certa poesia na hora certa
Seta na mosca dar água ao camelo na hora precisa
Desenhar nem que seja de um jeito torto uma linha reta.
E de enfeita letras de ouro e brilhantes com dizer escrito:
-Estrelas: para que tê-las se delas todas não tenho a luz eleita?
11.06.2017
domingo, 11 de junho de 2017
NAMORADA
E depois de passar horas a contemplar,
Por um momento me sento à mesa
E de sopetão escrevo o que acabo de escrever.
E já sabendo,
Há em mim um contínuo descontentamento,
Um saber que não se sabe e não se resolve,
Que é querer escrever o que penso não saber escrever.
Na verdade eu não sei mesmo, só isso.
E no entanto tão fácil seria resolvê-lo,
Tanta palavra por aí deserdada, sem dono, sem casa;
Poderia pudesse eu adotar umas mil,
Com elas fazer o que quero escrever,
Mas não sei como escrever a inspira,
Não sei como me me fingir de poeta,
Cavar agasalho na língua entre a verdade e a mentira.
Achar a palavra certa na hora certa
Dar água ao camelo na hora precisa
Desenhar nem que seja de um jeito torto uma linha reta.
E de enfeita letras de ouro e brilhantes no dizer escrito:
-Estrelas: para que tê-las se entre todas não tenho a eleita?
11.06.2017
E depois de passar horas a contemplar,
Por um momento me sento à mesa
E de sopetão escrevo o que acabo de escrever.
E já sabendo,
Há em mim um contínuo descontentamento,
Um saber que não se sabe e não se resolve,
Que é querer escrever o que penso não saber escrever.
Na verdade eu não sei mesmo, só isso.
E no entanto tão fácil seria resolvê-lo,
Tanta palavra por aí deserdada, sem dono, sem casa;
Poderia pudesse eu adotar umas mil,
Com elas fazer o que quero escrever,
Mas não sei como escrever a inspira,
Não sei como me me fingir de poeta,
Cavar agasalho na língua entre a verdade e a mentira.
Achar a palavra certa na hora certa
Dar água ao camelo na hora precisa
Desenhar nem que seja de um jeito torto uma linha reta.
E de enfeita letras de ouro e brilhantes no dizer escrito:
-Estrelas: para que tê-las se entre todas não tenho a eleita?
11.06.2017
NAMORO
E passaremos a noite iluminados nós
Dois sozinhos à luz hipnótica da tela acesa
Cada um sonhando do outro o presente
Plantada nos jardins da ausência uma certeza:
A solidão compartilhada à larga apertando nós
Invisíveis frutos de aborto ao abandono na vida real
Todos, plantas e plantados, uns dos outros, distantes e sós.
11.06.2017
E passaremos a noite iluminados nós
Dois sozinhos à luz hipnótica da tela acesa
Cada um sonhando do outro o presente
Plantada nos jardins da ausência uma certeza:
A solidão compartilhada à larga apertando nós
Invisíveis frutos de aborto ao abandono na vida real
Todos, plantas e plantados, uns dos outros, distantes e sós.
11.06.2017
sexta-feira, 9 de junho de 2017
POETA
Tantas palavras à minha disposição,
Quiça pra mais de quatrocentas mil,
E eu quero dizer alguma coisa com elas
Mas não sei como fazê-lo.
Fosse poeta as pegaria e feito selo no papel as pregaria
E faria delas exame de lupa à luz do dia
Quem são, de onde vieram, para onde vão.
E sobre a folha eu veria clara
A imagem estampada de palavras,
Novelo de linha embaralhada de alegria e alguma certa tristeza.
Mas não tenho habilidade nem graça,
E além do mais há que dizer,
Não sou tão tolo que me auto proclame "poeta",
Afinal o ofício da palavra escrita é a exaltação do profano,
Máxima consagração de asceta ao que é sagrado.
E eu só tenho em minhas palavras o insano,
Sobre minha cabeça que insiste em pensar que pensa
Céu coberto por um incêndio de nuvens acesas,
Sobre o chão estendidas palavras escalavradas
Morada de silêncios, punhais infames belezas.
E outras mais eu não escreverei
Que não sei como se fosse poeta fazê-lo,
E basta uma palavra,
Por ela,
Língua,
Zelo.
09.06.2017
Tantas palavras à minha disposição,
Quiça pra mais de quatrocentas mil,
E eu quero dizer alguma coisa com elas
Mas não sei como fazê-lo.
Fosse poeta as pegaria e feito selo no papel as pregaria
E faria delas exame de lupa à luz do dia
Quem são, de onde vieram, para onde vão.
E sobre a folha eu veria clara
A imagem estampada de palavras,
Novelo de linha embaralhada de alegria e alguma certa tristeza.
Mas não tenho habilidade nem graça,
E além do mais há que dizer,
Não sou tão tolo que me auto proclame "poeta",
Afinal o ofício da palavra escrita é a exaltação do profano,
Máxima consagração de asceta ao que é sagrado.
E eu só tenho em minhas palavras o insano,
Sobre minha cabeça que insiste em pensar que pensa
Céu coberto por um incêndio de nuvens acesas,
Sobre o chão estendidas palavras escalavradas
Morada de silêncios, punhais infames belezas.
E outras mais eu não escreverei
Que não sei como se fosse poeta fazê-lo,
E basta uma palavra,
Por ela,
Língua,
Zelo.
sexta-feira, 26 de maio de 2017
TRAVESSIA
São tão vastas as planícies devastadas
As terras calcinadas na fuga das águas
Galho seco quebrado na ponta do vento,
Flácidas as mamas das mulheres e das vacas.
É o ciclo, o momento, a fase, o motor
Roda imperiosa a demarcar o destino
Travo adeus à terra do leite e do mel,
Perdido ao longo do caminho o sentido do arco-íris
Sinal de anel e de aliança.
Sinal de anel e de aliança.
Olhai,
Sobre os corações empedrados estendidos,
Lençol dos insolúveis pesadelos humanos,
Arca de nuvens de chumbo pintada de ouro,
O sentido perdido em meio ao deserto das constelações em fogo.
Foram-se os sentidos
E o sentido das coisas perdeu-se,
E dentro do emaranhado não pode haver nenhum sentido.
Como encontrar de novo o sentido real e verdadeiro?
No redemoinho das coisas e dos inventos
O sentido e direção esquecidos nalgum porão de mim mesmo?
Vago pelas estreitas veredas do pensamento
Largos e vagos os caminhos
Todos levam de volta ao mesmo começo,
Cada caminho me desviando de outro,
Às vezes perplexo diante do espelho,
De outras perplexo ao me ver refletido no outro,
E algo sempre perplexo com os rumos da vida.
É como entrar em um trem,
E depois de estar nele esquecer a estação em que se embarcou.
É como estar dentro de um trem na viagem
E não saber onde será o desembarque nem qual a próxima estação.
Assim tem sido,
Desde aquela saída do grande portão.
E por isso ando pensando,
Ter comido do fruto do bem e do mal,
A mim e a você fez bem ou mau?
Então posso começar a crer,
Esta história de fruto proibido é a mais fantástica manipulação:
Há segredos muito mais complexos e antigos que historinhas de casal
[nu se bolinando na floresta da negação.
Sem data do Zip net
Assinar:
Postagens (Atom)