EXERCÍCIO
Como quem foi contemplada com a sorte
Minha mão se estende aberta e recebe;
Agarro no ar um punhado de átomos
Para depois num gesto em leque jogar a mão em direção ao céu,
E de volta espalhá-los pelo universo.
E entendo o que há de relativo,
Quando é dia aqui dorme-se lá.
O cessar da tempestade é só um hiato.
Entre um e outro pôr-do-sol
Tudo o que é nada será.
E nada é meu.
10 de abril 2012
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