domingo, 3 de março de 2013


EXERCÍCIO

Como quem foi contemplada com a sorte
Minha mão se estende aberta e recebe;

Agarro no ar um punhado de átomos
Para depois num gesto em leque jogar a mão em direção ao céu,

E de volta espalhá-los pelo universo.

E entendo o que há de relativo,
Quando é dia aqui dorme-se lá.

O cessar da tempestade é só um hiato.

Entre um e outro pôr-do-sol
Tudo o que é nada será.

E nada é meu.

10 de abril 2012


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