BORBOLETA
Quando eu voltei ela disse,
Sei que não estavas preso.
E quente pegou em minha mão,
Olhou-me com olhos molhados de desejo.
Sobre a cama feita a mesa e o jogo
De damas cristais taças porcelanas.
E terna e muda se abriu em duas vão
Largo e estreito lábio afeto e gozo e gorjeio.
E assim como quem tem mando disse,
Entra, faz da minha liberdade tua prisão.
25.05.2012
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