TERNURA
Fazer do teu corpo
Campo de pouso de borboletas
Cada borboleta o pousar de um leve beijo
Em cada revoo um adejar de suspiros
E a incomum alegria de estar você em mim
E eu em você
E sobre nós dois um manto de serenidade.
E sereno soprar em teus ouvidos
Tocata, palavra, som, música
Versos que te encantem
E poemas em que eu possa te chamar
Vem, amada, deita em mim teus cheiros, tuas matas
Cobre-me de mãos frescas
De luvas inquietas revestidas de delícias
Dedos feitos de papel de seda,
Assim, desse jeito,
Desse teu único jeito.
27.09.2010
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