ALHEADA
Para quem ficou no caminho olhando para trás
Estátua de sal ao sol deitada sobre a pedra.
Enterrei as pérolas no coração da solidão.
Assim o quis, assim o fiz.
Alhear-me do homem e da multidão,
Desgarrar-me
Deixar que a pedra queimada sangre o inútil segredo guardado.
Não prestei para isso de vida:
Alheia às coisas,
Partir cada dia
Partida.
Nada.
31 de dezembro de 2010
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